Domingo (16/08/09) estava um sol maravilhoso aqui em Santos-
SP e, já que não dá para frequentar lugares fechados por conta da H1N1 resolvi sair para a rua.
Fomos ao Parque Municipal Roberto Mário Santini, inaugurado em 26 de janeiro na plataforma do emissário submarino, local utilizado para lançamento de esgotos sanitários ou industriais no mar o local era anteriormente sem condições nenhuma de ser visitado, principalmente num passeio em família.

Foto retirada da Net
Com projeto assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake o local ganhou o Museu do Surfe, pista profissional de skate, ciclovia, playground, mesas ao ar livre, heliponto e gibiteca.

Pista de cooper e ciclovia

Heliponto
Para os campeonatos de surfe, já que o local sempre foi o preferido pelos surfistas da região, foi construído junto ao quebra-mar uma arquibancada para 600 pessoas e sala para jurados, que conta com iluminação especial para competições noturnas.
Uma escultura comemorativa dos 100 da imigração japonesa, feita pela artista plástica Tomie Ohtake, enfeita a ponta do parque, braços abertos para o mar maravilhoso e grande parte da orla que pode ser avistado em toda a sua plenitude.

Escultura de Tomie Ohtake
Mas a maior surpresa foi encontrar um parque inclusivo, Vitória pode se divertir pela primeira vez em brinquedos em um parque, brinquedos que ela não tinha acesso de forma nenhuma: balanço e gira-gira, o que parecia ser uma gangorra estava quebrado e por isso não podemos dizer que foi 100%.

Gira-gira
Quando cheguei com a Vitória muitas crianças usavam esses brinquedos e foi com muito surpresa que, ao pedir para que dessem licença para que ela pudesse entrar , as pessoas se espantassem muito ao ver que aqueles brinquedos eram para isso: para que ela entrasse com sua cadeira e brincasse com as outras crianças.
Balanço
No local existe uma placa que mostra como o brinquedo deve ser usado e que explica o brinquedo inclusivo, mas a maioria das pessoas não reparam nisso, só mesmo quando chega alguém considerado "diferente" é que as pessoas percebem.
Vitória adorou a experiência e se sentiu feliz e livre em poder brincar com as outras crianças sem que eu a estivesse segurando ou amarrada.
Foi um passeio que, com certeza, iremos repetir muitas vezes.
E a partir desse dia, só chove por aqui... já estamos desanimados com esse tempo tão ruim.
Nem as artes tem me empolgado...
Fiz mais esse cachecol que a minha modelo Ana (fisioterapeuta da Vitória) já colocou e foi fotografada.

Beijos, Carla.